15 fevereiro 2012

14 fevereiro 2012

A Resposta Que Eu Precisava.


Meus pés cheios de bolhas agradeciam pelo destino alcançado.
Já havia perdido a conta de quantos quilômetros percorri para chegar até ali.
Mas todo tempo e esforço empregado valeriam a pena.
Enfim podia avistá-lo.

Limpei o suor do rosto e sacudi minha roupa para tirar o excesso da poeira.
Aproximei-me dele devagar, com cautela e com o máximo de reverencia possível.
Sua aparência não fazia jus a sua fama. Era apenas um velho descabelado, barbudo e seminu.
Ele saboreava uma fruta excêntrica que ,pelo modo como a devorava, deveria ser a melhor coisa do mundo.

Tive temor de interrompê-lo, mas me apresentei e comecei a falar.
Expus minha angustia e o desejo em obter respostas.
Tentei conter o choro enquanto desabafava.
Ele parecia não dar a mínima. Continuou saboreando sua fruta sem sequer olhar para mim.

Continuei vomitando todas as minhas incertezas, toda minha insegurança de fazer escolhas. Todas as minhas fraquezas e medos.
De repente fui interrompido com sua fruta, ou o resto dela, explodindo em meu peito.
“VOLTE PRA SUA CASA!!” O velho começou a gritar.
“VOCÊ NÃO ESTÁ ATRÁS DE RESPOSTAS, SÓ PROCURA ALGUÉM PRA CONCORDAR COM SEUS ERROS” Ele continuava berrando enquanto arremessava sobre mim as sobras de sua refeição.

Assustado, fugi.
Terminava assim minha jornada frustrada.
Mas, ao menos, voltei pra casa com uma certeza:
Realmente estive frente a frente com o homem mais sábio do mundo.