30 dezembro 2011

Minha Vela


Minha Vela.


Divaguei.
Me perdi no labirinto dos meus pensamentos e não sei o caminho de volta.
Não existe uma linha que demarca o limite do imaginário.
Eu bem que a procurei, mas mesmo que ela existisse, já a teria cruzado à quilômetros.

Me embriaguei em devaneios. Tomei altas dosagens da minha própria imaginação.
Já não sei o que é real ou o que é ilusão. Misturei as coisas e agora, confesso, está difícil de separar...

Tento fugir, mas me tornei prisioneiro de mim mesmo. Aliás, fugir do que? Já não sei definir o que é liberdade. Talvez a liberdade que eu busque não passe de um pedido de prisão.

Mas como resistir?Como evitar se o que era imaginário agora parece tão possível, plausível, palpável...

Ando na escuridão segurando apenas uma pequena vela acessa, mas tenho medo de que essa vela seja apenas fruto da minha imaginação.

19 dezembro 2011

Limitações


Limitações.

Cresci ouvindo as histórias dos grandes viajantes.
Desbravadores corajosos que apostaram a própria vida na busca e descoberta de novas terras.
Suas conquistas ainda me fascinam. Inspiraram-me a me tornar o que sou, um amante das águas. Um incansável perseguidor do horizonte.

Em minhas andanças encontrei uma linda ilha.
Majestosa. Imponente.
Curvas sinuosas serpenteiam suas montanhas. No topo de uma delas há um tesouro guardado. Puro, intocável, resplandecente. É possível avistar seu brilho de longe.
Eu escuto sua voz além do barulho das águas me chamando. Me convidando para desvendar seus mistérios.

Mas não posso fazê-lo. Não me é permitido pisar em suas terras. Não me é lícito habita-la. Um raio de ação me foi estipulado e não posso ir além dele.

Não nego, desejo-a.
Quero fincar minha bandeira em seu solo. Possuí-la. Nomeá-la com o meu nome. Saborear os seus frutos. Repousar em suas sombras. Vislumbrar suas riquezas pelo lado de dentro.

Mas a regra é clara: não posso entrar.
Ironicamente, quem criou a norma foram os mesmos viajantes que tanto admiro.
Paradoxal: se eu atravessar a linha serei um renegado. Um traidor das tradições. Perderei a identidade de viajante. Mas, ao mesmo tempo, se eu atravessa-la serei o maior dos descobridores.

Em cima da linha da limitação, pondero: pode o certo ser contraditório?

05 dezembro 2011

Workshop


 Sorteamos uma caneca do Primo Panda com a arte da Nanda Correa.






Esse fim de semana rolou o workshop de ilustração.
Quero agradecer aqui à todos os participantes que tiveram disposição de acordar cedo em um sabado e muitos vieram de longe.
Foi prazeroso poder trocar uma idéia com uma galera apaixonada por arte, ouvir opiniões e é claro, fazer novos amigos.
Espero ter colaborado de alguma forma, mesmo que o tempo tenha passado tão rápido e não nos aprofundamos tanto em cada assunto. Espero, acima de tudo , ter gerado motivação em cada um.
Fizemos uma atividade no workshop e logo postarei o resultado aqui.Também postarei as fotos do painel que rolou após a oficina.

Quem não pode ir, fica pra próxima. ;)

Abração.